Você gostaria de ter mais dinheiro sobrando no final do ano, as contas todas em ordem e garantir seu bem-estar e da sua família? Então saiba que fazer um orçamento familiar poderá lhe ajudar a alcançar esses objetivos.
Por mais importante que seja, poucos realmente tem o hábito de fazer este orçamento, o que é um problema. Realizar um orçamento lhe ajudará a entender para onde vai o dinheiro que você e outros membros da casa ganham, a fim de poder gastar melhor e administrá-lo para alcançar os objetivos financeiros.
Orçamento familiar: Qual a importância
Uma família é como uma empresa. Há pessoas diferentes, com objetivos distintos e, se os integrantes não conversarem entre si, ninguém saberá das metas de ninguém. Desse jeito, ninguém sairá do lugar.
Há diversos tipos de família e cada uma se comporta de maneira diferente em relação às finanças, mas mesmo que todos trabalhem ou apenas alguns, deve-se deixar claro o que entra, o que sai e organizar os gastos.
Dessa forma, todos estarão cientes e poderão contribuir com a economia e alcançar as metas para toda a família.
Como organizar um orçamento doméstico
A primeira coisa que se deve fazer é anotar todos os ativos, ou seja, tudo o que entra na conta até o final do mês. Depois, analise todas as despesas e organize-as para definir o que pode ou não ser cortado.
É possível definir as entradas e saídas de rendimentos de forma separada. Isto é, cada um registra o que ganha e o que gasta. Pode ser feito também em conjunto (juntando o montante de todos os que trabalham e também as dívidas de todos).
O orçamento separado, que é aquele que cada um planeja, é o que as pessoas, no geral, mais fazem. Porém, o orçamento único, que junta tudo da família, pode ser interessante, pois assim, todos ficam sabendo dos gastos e limites de cada um.
Abaixo um passo a passo para colocar em prática e começar a economizar
Passo 1:
Anote todos os gastos
Nessa etapa, é essencial que a família inteira colabore e deixe claro todas as despesas de cada um. No início, pode ser difícil mas, com o tempo, todos saberão lidar melhor com as contas. Para facilitar, divida as despesas em fixas e variáveis:
• Despesas Fixas: conta de internet, aluguel, conta de luz, despesas com transporte, seguro do carro, seguro de vida, mensalidade de academia, mensalidade de escola/faculdade e outras do mesmo tipo;
• Despesas Variáveis: cinema, refeições fora de casa, viagens, passeios, lazer, despesas com salão de beleza e outras.
Assim todos irão visualizar e ficará mais fácil perceber os gastos de cada um e ver onde que se está desperdiçando mais. Além disso, será melhor para definir o que será cortado ou reduzido.
Passo 2:
Elimine o máximo de despesas que puder
Ninguém gosta de abrir mão de certas mordomias e, por isso, essa parte será difícil. Primeiro, analise todas as contas que podem ser renegociadas, como as de internet e celular. Se valer a pena, podem ser trocadas por outras com valores mais acessíveis.
Adquirir hábitos mais conscientes podem ajudar a reduzir as contas de luz, água e transporte. Avalie se vale a pena trocar o carro por bicicleta ou transporte público.
O mais difícil vai ser fazer alguns integrantes abrirem mão de certos costumes, como almoçar fora, pedir delivery, ou ir ao cinema todo sábado. No início alguns podem ficar insatisfeitos, porém, nada que o tempo não consiga resolver.
Passo 3:
Defina as metas de curto, médio e longo prazo
Sem definir os objetivos, ninguém vai querer colaborar. Por isso, estabelecer essas metas em conjunto fará com que todos sintam-se incentivados a contribuir com um bem maior.
Mas, o que seria uma meta de curto, médio e longo prazo?
Uma meta de curto prazo, normalmente, seria para ser realizada em até 2 anos. Poderia ser, por exemplo, fazer uma churrasqueira, viajar em família, trocar de carro ou investir em um curso profissionalizante para algum membro da família.
Metas de médio prazo são para serem realizadas, em geral, de 3 à 5 anos. Poderia envolver viagens em família para o exterior, trocar de carro, voltar aos estudos, etc.
Metas de longo prazo são para serem concluídas, normalmente, entre 6 e 10 anos ou mais. Envolve, por exemplo, fazer intercâmbio por 1 ano, comprar um imóvel, quitar financiamentos, entre outros.
Por isso, sente com todos da família e planejem as metas. Todos com certeza ajudarão a conquistá-las.
Passo 4:
Faça todos se lembrarem do orçamento
Após fazer o orçamento, definir corte de gastos e definir as metas, não se pode pegar esse planejamento e guardá-lo em uma gaveta. Sempre lembre os outros membros da família sobre o combinado, mostre os gastos, converse sobre o assunto e analise o que foi planejado sempre.
Se não conversarem, é possível que caia no esquecimento. Por isso, deixe tudo sempre bem detalhado, seja em papel, planilha ou aplicativo e de tempos em tempos, converse com a família sobre isso. Mostre progressos, onde estão errando e onde pode ser reduzido os gastos.
E você? Já sabia da importância de um orçamento familiar organizado?
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